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Caros leitores, amigos, anunciantes e colaboradores do Zona Rural, Na primeira quinzena do mês de Abril de 2008, com o país em pleno estado de ebulição no mês em que se celebra a liberdade, desta feita assinalando-se o 34º aniversário do 25 de Abril de 1974, com eventos a relembrar tal data, aqui vamos dando notícia da realidade do Distrito. Damos-lhe a conhecer a segunda parte da Entrevista com o Dr. Luís Miguel Franco – Presidente da Câmara Municipal de Alcochete. Saiba ainda como decorreu na Quinta do Anjo, Concelho de Palmela, o 14º Festival do Queijo, Pão e Vinho. Em Setúbal, encontram-se agendadas as Jornadas Etnográficas.
Contamos ainda com as nossas habituais rubricas “InfoEstudante”, “ A Música é nossa” – com destaque para a musica Brasileira que invade o nosso país, e para todos os amantes do desporto, continuam a surgir novidades no espaço “BTT”.
Na próxima edição teremos já algumas novidades que, certamente, serão do agrado dos nossos leitores e que dão continuidade à evolução do nosso projecto editorial. Por Portugal e pelo mundo, as notícias não param, e é caso para afirmar que “Os Deuses devem estar loucos”! Senão vejamos, a mais recente novidade do sistema fiscal Português é fazer inquéritos junto dos recém casados, acerca das quantias gastas na cerimónia e vestuário, para, assim, tentarem dar um contributo para o combate à fuga ao fisco! Nada contra a luta contra a fuga ao fisco, mas faze-lo por meios indirectos, e entrando em verdadeira devassa da vida privada dos cidadãos em algo de tão pessoal, convenhamos que é excessivo e faz temer pelo que virá em seguida.
A descida de um ponto percentual na taxa do IVA, é, salvo o devido respeito por opinião diversa, de somenos importância nos bens de baixo valor, pelo que poucos ou nenhuns benefícios trará para o consumidor comum das classes média e baixa. Fala-se ainda em alterar o regime dos Divórcios litigiosos, para que desapareça o instituto do chamado Divórcio Sanção, no qual é apurada a culpa de um ou ambos os cônjuges na ruptura conjugal, ora sem falsos moralismos, ainda assim cabe referir que há que ponderar bem certas medidas, não apenas sob o ponto de vista jurídico e politico, mas também não esquecendo as questões sociais, e não alimentando a já instalada crise de valores na sociedade Portuguesa, é que deixar cair por completo a noção de culpa em sede de divórcio acaba por ser um convite a derrubar a instituição casamento, legitimando, de algum modo, na nossa opinião, a violação de deveres conjugais!
Está já a caminho a tão apregoada informatização total e desmaterialização da justiça, com todos os processos nos nossos tribunais a serem tratados por via electrónica, excepto diligências obviamente. Não querendo ser uma profetiza da desgraça, não me parece que o projecto seja concretizado tão rapidamente e com sucesso como pretendido, visto que nem muitos Advogados, nem os próprios Tribunais dispõem de equipamentos compatíveis entre si, e a acrescer a este facto, seria mais razoável lançar previamente acções de formação para todos os operadores judiciais. O receio é que se instale o caos definitivo, com peças (requerimentos por exemplo) a serem entregues por Internet, que nunca chegarão ao local certo e muito menos na data e hora correctas de forma a salvaguardar o cumprimento dos prazos.
Na vizinha Espanha, e por todo o Mundo um novo caso de violência sobre uma criança, com a sua morte deixou-nos a todos em estado de choque, mas ao menos afastaram-se as dúvidas e ficou pelo menos a terrível e inegável certeza do trágico destino da pequena Mariluz. O que nos leva a questionar, mais uma vez, o que sucedeu com efeito a Madeleine ?
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